Maternidade real: uma jornada de desafios e descobertas para todas as mães

Sentir o toque e o cheirinho do seu bebê, estar com ele em seus braços, amamentar e ver ele se desenvolvendo dia após dia, certamente estão entre os momentos mais mágicos e encantadores de ser mãe.

Por outro lado, ter em suas mãos a responsabilidade pela vida de um serzinho tão pequeno e indefeso, somada às mudanças hormonais, alterações no corpo e na rotina, podem tornar essa fase inicial um tanto quanto intensa e desafiadora.

Confira neste artigo, dicas interessantes de como se preparar para a maternidade real, ser gentil com você mesma, encarar os desafios e transformar todos os momentos em uma jornada repleta de aprendizados e descobertas.

 

A preparação para maternar

Estar preparada para a maternidade real é um ponto importante para se tornar mais consciente sobre cada etapa desse universo. Ler, estudar, buscar informações e profissionais de confiança auxiliam a futura mamãe e o casal a compreender melhor o que está por vir e a quem recorrer quando precisam de ajuda.

Também permite que os futuros papais entendam o que acontece durante as semanas de gestação, conheçam os tipos de parto e façam um bom plano para a chegada do bebê, respeitando sempre desejos e particularidades.

Isso significa que não haverão surpresas no meio do caminho? Não. Mas fará com que o casal esteja mais preparado para lidar com elas e aproveite cada momento junto com o seu pequeno.

 

Os primeiros dias com seu bebê

A chegada do novo serzinho ao convívio familiar é um momento de dedicação e entrega, amor e aprendizado. Por isso, é normal que os papais e mamães se sintam cansados, inseguros e mesmo frustrados em alguns momentos. 

Somado aos cuidados com o recém-nascido, estão as mudanças na vida do casal, a privação do sono e o puerpério da mulher, com todas as suas alterações hormonais e mudanças corporais. É nesse momento que os esforços do corpo estão concentrados na redução do tamanho do útero, para que ele retorne ao normal, e na produção de leite para a amamentação.

Ainda, a produção dos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) está em queda, podendo causar desequilíbrios, como a perda de cabelos, alterações no humor e depressão pós-parto.

Vale ressaltar, no entanto, que cada bebê é único, assim como os pais. Não se comparar aos outros é um bom caminho para não criar expectativas e concentrar seus esforços no que realmente interessa: os cuidados com a mãe e o pequeno.

 

O poder da amamentação

Além de ser um momento de incrível conexão entre mãe e filho, a amamentação traz muitos benefícios para ambos. Afinal, o leite materno é o alimento mais completo e ideal para o bebê, contendo todas as substâncias e anticorpos que o pequeno necessita para se desenvolver de forma saudável.

Mas é importante destacar que, embora pareça um processo natural, muitas mamães têm dificuldade, não conseguem amamentar ou se sentem inseguras, acreditando que seu leite “é fraco”.

Primeiro, não existe leite fraco. Isso é um mito. Segundo, o estresse interfere diretamente na produção do leite materno. Logo, manter um ambiente tranquilo e harmonioso é fator fundamental para garantir a saúde física e emocional do bebê e da mãe.

Por fim, se não for possível amamentar seu pequeno, não desanime. O vínculo de amor entre você e o seu bebê será mantido, independente dele ser alimentado no peito ou na mamadeira. Você também não será “menos” mãe por isso.

 

Por que o seu tempo não será mais o mesmo

A maternidade real envolve amamentar e trocar fraldas várias vezes ao dia, dar banho, vestir o bebê, cuidar do umbigo, entender o motivo do choro, enfim, são tantas novidades, que fica difícil pensar em outra coisa que não seja no pequeno.

Nessa fase, o bebê depende muito da mãe para sobreviver. Ele se alimenta devagar e em um intervalo de mais ou menos 3 horas, o que não é uma regra, pois você pode e deve oferecer o peito sempre que identificar sinais de fome (livre demanda).

Além disso, dar colinho e carinho é uma forma de proteção. Por isso, mamães e papais, não se sintam culpados ou preocupados em “acostumar mal” o pequeno. Não existe uma regra. Cada casal sabe quanto tempo destinar e a melhor forma de cuidar do seu bebê.

 

A importância de envolver o parceiro

Envolver o parceiro nas atividades e cuidados com o bebê é uma excelente forma de fortalecer os laços familiares, mantendo todos mais confiantes e seguros em relação à nova jornada, além de aliviar a sobrecarga da mãe.

A paternidade ativa vai muito além de brincar com o pequeno. Ela inicia ainda na concepção, quando o casal opta por ter filhos e segue durante toda a gestação, nascimento e fases de crescimento dos pequenos. O pai assume seu lugar na educação, alimentação, carinho e cuidados diários com a criança, assim como a mãe.

Esse equilíbrio torna a jornada ainda mais prazerosa e repleta de aprendizado para todos.

 

Pedir ajuda não é sinal de fraqueza

Com tantas mudanças na rotina, é normal que as mamães se sintam cansadas e até mesmo esgotadas em alguns momentos. Vale destacar, no entanto, que antes de chegar no seu limite, você pode pedir ajuda. 

Embora muitas vezes as mães sejam comparadas a heroínas, a maternidade real vai te mostrar que você é humana e não tem superpoderes. Precisa comer, dormir, descansar, relaxar e cuidar de si. 

É importante prestar atenção aos sinais do seu corpo e não se comparar com outras mães. Conte com uma rede de apoio, caso você tenha, com seu parceiro ou com profissionais que possam lhe auxiliar, mesmo que para o esclarecimento de dúvidas ou para compartilhar experiências. Mães não precisam saber ou fazer tudo sozinhas.

 

Ouça e aplique o que faz sentido para você

Ainda na gravidez, você irá se deparar com muitos palpites e conselhos sobre o que você deve ou não fazer. 

É importante ouvir outras pessoas e compartilhar experiências, mas sem deixar de lado os seus valores, o que você acredita e as informações que buscou durante toda a gestação.

Na dúvida, procure profissionais capacitados que possam te ajudar por meio de uma opinião especializada, como pediatra, nutricionista, psicóloga, entre outros.

 

Mães também precisam cuidar de si

Embora toda a atenção esteja voltada para o pequeno, os cuidados com a saúde da mulher são de extrema importância, tanto durante a gestação quanto no pós-parto.

Ir ao médico, retomar uma atividade física, cuidar da alimentação e reservar alguns minutinhos do dia para aliviar a carga mental fazendo algo que gosta, são ações importantes de autocuidado que as mamães podem fazer por si mesmas.

Uma mãe saudável tem mais energia e disposição para enfrentar os desafios, curtir as descobertas e abraçar a maternidade de forma mais leve, respeitando suas particularidades e seu contexto familiar.

 

O tempo voa, aproveite cada minuto

Por fim, aproveite a jornada, pois o tempo passa depressa. São fases intensas, mas que mudam rapidamente. Você já parou para pensar quantas coisas acontecem no primeiro ano de vida de um bebê? 

Então, a dica é: aproveite ao máximo. Dê colo, faça carinho, sente no chão para brincar, não se preocupe tanto com os brinquedos espalhados pela casa, aproveite para ensinar, sorria e esteja verdadeiramente presente sempre que puder.

A maternidade real pode exigir muito, mas é feita de momentos que não voltam mais. Logo, destinar um tempo de qualidade para ficar com o seu pequeno sempre será uma boa escolha.

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